VAGAS ESGOTADAS!!
Informações, made e-mail para congresso1@amem-brasil.org.br



Lavínio Nilton Camarim, Alfredo Roberto Netto e Jarbas Simas
Nesta quarta-feira (10/01/2018), o presidente do Cremesp, Lavínio Nilton Camarim, recebeu a visita do presidente da Associação de Médicos Maçons (AMEM), Alfredo Roberto Netto, acompanhado do delegado do Cremesp, Jarbas Simas, também membro da AMEM. O primeiro encontro do ano das instituições teve como principal ponto a parceria selada, em setembro de 2017, de apoio ao Projeto de Lei (PL) do deputado federal Antonio Goulart dos Reis, proposta pela AMEM, que agrava a pena para agressores de profissionais da saúde no exercício de sua função.
“Este é um assunto muito relevante para o Cremesp, pois os médicos e outros profissionais da saúde, como os enfermeiros, principalmente, os que trabalham na linha de frente dos atendimentos de emergência, ficam expostos a todo tipo de agressões, pois lidam com situações extremas”, explica Camarim. “Agravar a pena para agressões contra os profissionais é uma forma de protegê-los e até evitar a violência, que pode ser física ou mesmo verbal. Consolidar uma agenda de trabalho para agilizar o andamento do PL é nossa intenção”, conclui.
Em novembro passado, o Cremesp e a Amem estiveram em Brasília reunidos com diversos deputados federais para manifestar apoio das entidades ao PL, que está atualmente em tramitação final na Câmara dos Deputados e pede a alteração do Decreto-Lei nº 2.848 de 1940, aumentando a pena para 1/3 em caso de lesões corporais, que visa à proteção do médico e outros profissionais da saúde contra diversas formas de violência, caracterizadas por ameaças, agressões verbais e físicas e, até mesmo, homicídios.
Foto: Osmar Bustos
CONVOCAMOS POR MEIO DESTE EDITAL, NOS TERMOS DOS ART. 19, 20 e 21 DO ESTATUTO, OS MEMBROS EFETIVOS DA ASSOCIAÇÃO DE MÉDICOS MAÇONS- BRASIL – AMEM-BRASIL, CNPJ Nº 19.490.595/0001-39; COM SEDE SOCIAL NA RUA DR. GABRIEL PIZA, N.º 603, SALA 04, BAIRRO SANTANA CIDADE DE SÃO PAULO ESTADO DE SÃO PAULO – CEP: 02036-011, PARA SE REUNIREM EM ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA , A REALIZAR-SE NA CIDADE DE SÃO PAULO/SP, NO DIA 28 DE OUTUBRO DE 2017, NAS INSTALAÇÕES DA, GRANDE LOJA DO ESTADO DE SÃO PAULO (GLESP0, RUA SÃO JOAQUIM nº 138, BAIRRO DA LIBERDADE ÀS 08:30 Hs.
EM PRIMEIRA CONVOCAÇÃO, OU ÀS 9:00 Hs. EM SEGUNDA CONVOCAÇÃO COM OS ASSOCIADOS PRESENTES, PARA DELIBERAREM SOBRE A SEGUINTE ORDEM DO DIA:
1- LEITURA E APROVAÇÃO DA ATA ANTERIOR,
2- APRESENTAÇÃO E APROVAÇÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCIO DE 2016,
3- RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA DIRETORIA EXECUTIVA,
4- PROJETO DE LEI (PL) EM DEFESA DO MÉDICO E PROFISSIONAIS DA SAÚDE EM TRAMITAÇÃO NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA,
5- CURSO COMPLEMENTAR DE MAÇONARIA AMEM/CIRCULO HERMÉTICO,
6- DEMAIS ASSUNTOS DE INTERESSE DA ASSOCIAÇÃO,
7- XIº ENCONTRO PRESENCIAL COM PALESTRAS:
São Paulo, 09 OUTUBRO DE 2017
ALFREDO ROBERTO NETTO- Diretor Presidente.
PAULO ROBERTO MUZZI- Diretor Secretário.
08:00 às 08:30: Recepção
08:30 às 10:30 – Reunião Administrativa – AMEM
Pauta:

10:30 às 11:30 hs – Palestra – “O Desgaste Emocional do Médico”
Ir.’. Dr. Luiz Geraldo Beneton
11:30 às 13:00: Almoço de Confraternização.

13:00 as 14:30 – Palestra: “ A Violência no exercício da Medicina”
Dr. Lavínio Nilton Camarim (Presidente CREMESP).
14:30 Coffe Breack

14:45 às 16:00: Palestra – “Como Resgatar a Importância da Maçonaria no Século XXI”.
Ir.’. Oduwaldo Alvaro
16:00 – Encerramento
Traje: Esporte Simples
Local: Prédio da GLESP – Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo – Rua São Joaquim, 138 – Liberdade – São Paulo – SP

Hospedagem: Leques Brasil: Hotel – Escola
Rua São Joaquim, 216 Liberdade São Paulo/SP
Tel: (11) 3019-4300
Importante
Informar participante do Encontro/AMEM – “Associação de Médicos Maçons”, da GLESP
para desconto de hospedagem com diária especial.
O Almoço Confraternativo do Encontro: Restaurante do “Hotel Leques Brasil”
### – As bebidas serão de responsabilidade de cada participante.
Estimados IIr.’.
No final do mês de julho, a Diretoria da AMEM-BRASIL, representada pelo IIr.’. Alfredo Roberto Netto e Jarbas Simas, promotor deste encontro, visto ocupar a função de Conselheiro deste órgão, foi cordialmente recebida pelo novo Presidente do CREMESP – Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o Dr. Lavínio Nilton Camarim, em seu gabinete.

Nessa oportunidade, em conversa franca e amistosa, apresentamos as atividades de nossa Sociedade em andamento, projetos e objetivos, e pudemos observar perfeito alinhamentos de pensamentos e aspirações de trabalho.
Agendamos também, para futuro próximo, palestra de sua pessoa em Encontro Presencial da AMEM, no primeiro semestre de 2018, com tema pertinente a Ética profissional, como hipotecamos interesse de nossa participação, como entidade classista, nas atividades e decisões do Conselho, quando oportuno e necessário.
TFAbrAção
Alfredo Roberto Netto
Em janeiro deste ano de 2017, tivemos a oportunidade de elaborar quatro pranchas abordando a realidade do caos da Saúde Pública do Brasil, uma delas transcrita abaixo, visando alertar nossos IIr.’. colegas e médicos em geral, sobre o horizonte obscuro que vislumbrávamos para nossa profissão.
Por diversas vezes conclamamos aos colegas a necessidade de nos organizarmos em torno de entidades de classe, fossem quais fossem, não somente elegendo IIr.’. para sua liderança, mas de colegas profanos deveras comprometidos com as necessidades e defesa da Medicina e de seus profissionais, isentos de compromissos políticos outros.
Em diferentes oportunidades afirmamos a necessidade da procura de envolvimento e comprometimento de representantes legislativos nos diferentes níveis, que assumissem a representatividade e defesa de nossa classe na Camara Federal, principalmente frente a progressiva hostilidade que observávamos na liderança política executiva dominante, à Medicina e seus profissionais.
Trazemos agora, e solicitamos reservar alguns momentos, o mínimo necessários para a devida avaliação, deste grave depoimento feito em evento ocorrido em Brasília pelo Ir.’. e Deputado Federal Luiz Mandetta sobre a Medicina e as ações governamentais que atingem os profissionais médicos e a Medicina.
Renovando nosso convite para a necessária união dos IIr.’., independentemente de quaisquer diferenças e/ou dificuldades outras, para não passarmos para a história como omissos ou incompetentes.
Em pranchas anteriores analisamos diferentes aspectos que nos levam ao caos atual da “Saúde” no Brasil:
“O território da política nacional sofre as consequências de um abalo sísmico de elevada intensidade e grandes proporções, com origem na malversação do erário em detrimento da lei, da moral e do desenvolvimento sustentável”. (*)
“O populismo e o capitalismo de compadres, estabelecidos com a promiscuidade entre empresários e o poder público, vilipendiaram a Nação, sob estímulos do ilimitado e incontrolável desejo de enriquecimento das pessoas físicas e jurídicas, despreocupadas com a ilicitude, na pseudo convicção de ser possível estar acima do bem e do mal”. (*)
O objetivo deste trabalho tem como alvo a conscientização dos colegas maçons e o estímulo e convite a uma participação efetiva e direta nas ações que buscam corrigir os desvios citados.
No Brasil de hoje a realidade é outra… Se em épocas passadas o profissional médico destacava-se como pessoa de credibilidade e respeito na sociedade, hoje está nivelado ao mais simples trabalhador, ainda que isto não reflita qualquer demérito. Desejamos sim, que nosso labor seja dignamente remunerado e que possamos exercê-lo em condições dignas e seguras.
Somos detentores do direito inalienável de garantir a vida e a saúde da sociedade onde estamos inseridos, mas, nós, especificamente os médicos maçons, trazemos também a missão de sermos “Construtores Sociais”, ou seja, de também contribuir para a melhoria desta sociedade. Para isto devemos desenvolver ações discretas, mas efetivas, de melhorias nos ambientes que nos cercam e daqueles onde influímos. Por que não iniciar este trabalho na estrutura de nossa profissão?
O isolacionismo nos enfraquece e nos torna vulneráveis e foi o que buscamos demonstrar nas pranchas anteriores…
Porque os políticos e administradores governamentais caminham com cautela e cuidados no trato de algumas classes de trabalhadores devidamente articulados e coesas? Por que sabem que a resposta será altura de suas ações, onde interesses pessoais são deixados de lado em prol da defesa desta coletividade…
Temos de nos escudar na Humildade e aprender com os mais simples e iletrados que, ainda que não tenham alcançado uma instrução mais aprimorada, souberam erguer barreiras e se defender na união para a própria sobrevivência. Vemos repetidos exemplos desta ordem na Natureza e devemos usá-los em nossa instrução pessoal… Uma vara é fácil de se quebrar, mas um feixe delas é inquebrantável…
Juntos, seremos fortes, isolados, não passaremos de voz que clama no deserto e não é ouvida…
*Dados obtidos em palestra ministrada por Dr. Carlos Vital Tavares Correa Lima, Presidente do CFM – Conselho Federal de Medicina em Encontro Presencial AMEM.
Tivemos a oportunidade de analisar e destacar em prancha anterior, o óbvio do fracasso do Sistema de Saúde brasileiro: a cronicidade de falta de investimentos e desinteresse dos órgãos governamentais na solução de seus problemas.
Em consequência, a falência da assistência de saúde progressivamente evidenciada pela mídia, ainda quesua indignação à agressão, nossos órgãos classistas foram incapazes de neutralizar a iniciativa.
No bojo desta Lei, talvez prevendo pouca adesão dos profissionais brasileiros, previa-se a abertura de novas faculdades médicas e vagas em cursos já existentes. Vale lembrar que, também, com maior oferta, pela sobrevivência aceita-se qualquer salário…
Já a algum tempo observava-se a abertura de novos cursos médicos , porém, em áreas de maior densidade populacional e não das áreas de maior carência, e privilegiando-se os particulares, cujas mensalidades se tronavam bastantes seletivas. Em 21 anos (1995/2016), autorizou-se abertura de novos cursos de Medicina = 88 , maior do que em quase dois séculos = 82 (11808/1994). (informação até 15 de fevereiro de 2016)

São Paulo e Minas Gerais concentram 1/3 das escolas e as regiões Sudeste e Nordeste somam 2/3 das escolas do país. Foram 88 autorizações de abertura de novas faculdades e a abertura de 6.680 novas vagas e 76 cidades receberam novas escolas entre 2011 e 2016. Os 53 cursos particulares abertos no período (2011/16) tem média de mensalidade superior ao nacional: R$ 5.993,5 (sem o reajuste de 2017).

Há número necessário de orientadores e professores para a formação destes novos profissionais? E as caríssimas estruturas ambulatoriais e Hospitalares para a ideal formação destes profissionais? Houveram estas exigências para os novos cursos autorizados?
Em 2013, das 154 escolas médicas avaliadas pelo Conceito Preliminar de Curso (CPC) através do indicador de qualidade que avalia os cursos superiores, 28 cursos de graduação em medicina obtiveram conceito “insuficiente” em avaliação realizada pelo Ministério da Educação. 59% (92) tiveram nota menor ou igual a 3 e 22% (34) tiveram nota 4; Nenhum curso de Medicina do país obteve nota máxima (5).
Objetivando ocultar estas deficiências estruturais por época da autorização destes novos cursos, o MEC (Portarias 02/13 e 13/13) estabeleceu alguns pré-requisitos para os município que sediariam escolas médicas no País, dentre eles a existência de:
No entanto, para flexibilizar o rigor de suas próprias regras, o MEC definiu que, “para fins de verificação de disponibilidade da infraestrutura”, pode-se considerar os dados da Região de Saúde na qual se insere o município de oferta do curso.
No entanto, no item 5 leitos por aluno, entre 2013 e 2015, 60 municípios receberam novas escolas. 60% destes municípios não atendiam a esse pré-requisito. Considerando as vagas disponíveis para alunos de 1º ano, das 165 cidades com escolas médicas no país, 82 não dispunham de leitos em quantidade necessária por aluno. Se considerada a estrutura das chamadas Regiões de Saúde, 30 continuam sem atender à exigência de leitos por aluno. Para atender à exigência, seria necessário que os municípios com déficit de leito/aluno aumentassem em pelo menos 16.000 a quantidade de leitos de internação disponíveis no SUS. Vale recordar os mais de 20.000 leitos desativados no Brasil nos últimos anos, a título de economia.
Quanto à Infraestrutura para os cursos – 3 alunos por equipe de atenção básica, entre 2013 e 2015, 60 municípios receberam novas escolas, e 30 deles não atendiam a proporção ideal de alunos por Equipe de Saúde da Família (ESF) instalada na cidade; das 165 cidades com escolas médicas no país, 74 não dispunham da proporção ideal de alunos por ESF. Se considerada a estrutura das chamadas Regiões de Saúde, 5 continuam sem atender ao limite de alunos por equipe.
No item 100 leitos exclusivos, em 6 cidades, a quantidade de leitos ofertados para toda a população local é inferior a 100;
Quanto a exigência de 1 hospital de ensino, atualmente existem 200 Hospitais de Ensino (HE) habilitados no país, mas dos 165 municípios que atualmente têm escolas médicas, 95 não possuem nenhum hospital habilitado. Nestas cidades, são firmados convênios com instituições “com potencial para hospital de ensino”.
Em abril de 2015, diante das distorções citadas, o MEC editou nova Portaria (nº 5/15), que flexibilizou os pré-requisitos estipulados na norma anterior:
“Art. 4º – A análise da estrutura […] deverão contemplar os seguintes critérios:
I – número de leitos do Sistema Único de Saúde – SUS por aluno;
II – número de alunos por Equipe de Atenção Básica – EAB;
III – grau de comprometimento dos leitos do SUS para utilização acadêmica;
IV – adesão pelo município ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica – PMAQ;
V – existência de Centro de Atenção Psicossocial – CAPS; e
VI – hospital de ensino ou unidade hospitalar com potencial para ser certificado como hospital de ensino, conforme legislação de regência”.
No entanto, em julho/2015 os ministérios da Educação e Saúde anunciaram a criação de cursos em 36 diferentes cidades do país. Deste total, no entanto, 20 não atenderão ao critério de 5 leitos por aluno, 12 não atenderão ao limite de 3 alunos por ESF – exceto quando considerada a estrutura das chamadas Regiões de Saúde. Apenas 6 possuem ou estão inseridos em Regiões de Saúde que possuem um HE.
Diante dos fatos, em não havendo uma mobilização classista e fortalecimento de nossos órgãos representativos, em breve a qualificação de nossos futuros colegas será deficiente e esses profissionais se transformaram em joguetes de interesses de grupos que objetivam lucros independente da qualidade do serviços e salários oferecidos serão pífios. Todo produto em excesso de oferta, deixa de ser importante sua qualidade…